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A metas de 2018 para Uberlândia na política

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Entramos finalmente em 2018. Sim, 2017 parecia interminável no ambiente político. Esse ano dificilmente será pior que o passado, na medida em que ao menos teremos um novo governo, bom ou ruim, saído das urnas. Independentemente de quem sairá vitorioso das eleições presidenciais, o cenário tende a ser menos sombrio. Na pior das hipóteses, o país continuará dividido entre mortadelas e coxinhas. Na melhor, conseguiremos eleger alguém fora da atual polarização capaz de unir ou, ao menos, reduzir a tensão experimentada desde o final do primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Na prática, só a expectativa de mudança já fará de 2018 um ano melhor.

Em nível local, vamos falar muito nas disputas majoritárias para presidente e governador mas também precisamos dar muita atenção à eleição proporcional. Uberlândia tem hoje apenas dois deputados federais sendo que Weliton Prado tem forte base eleitoral na região metropolitana de Belo Horizonte. Não pode ser considerado um deputado de Uberlândia.

A maior cidade do interior de Minas precisa, no mínimo, almejar um aumento na representatividade. No pior dos cenários, voltar a ter três representantes na Câmara do Deputados, resultado atingido em 2014. Afinal, somos 500 mil eleitores. Se votássemos de forma bairrista e concentrada, elegeríamos tranquilamente cinco deputados federais.

Alcançando esta primeira meta, passa-se à segunda que é cobrar dos novos deputados um lugar ao sol no poder Central. Atualmente nossa representação deixa a desejar quando o assunto é gestão da influência. Weliton Prado caiu no limbo da aposição sem estrutura partidária –  pior dos mundos – e Tenente Lúcio, continua situação – mesmo à revelia do atual partido PSB – limitando a atuar como despachante dos municípios da região (função importante mas insuficientes para as pretensões estratégicas de Uberlândia).

Por estas e outras é que precisamos dedicar grande atenção à eleição para a Assembleia Legislativa e principalmente Câmara dos Deputados. No final, é esta representatividade parlamentar que fará a diferença em favor deste ao daquele município. A movimentação de Uberaba no sentido de viabilizar um aeroporto internacional, mesmo não tendo sequer demanda de passageiros, é um exemplo nesse sentido. Mas isso é assunto para um próximo comentário. Saúde e bom senso para todos neste 2018 que se inicia. Vamos precisar.

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