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GESTÃO DA INFLUÊNCIA NO FUTURO

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A humanidade tem buscado entender quais competências serão fundamentais para o profissional do futuro na medida em que o avanço das tecnologias irá eliminar centenas de funções hoje executadas por pessoas.

Há quem diga que, no curto prazo (algo em torno de até 10 anos), cerca de metade das atuais funções humanas deixarão de existir porque passarão a serem realizadas através de soluções baseadas na inteligência artificial.

O certo é que, em maior ou menor escala, as profissões mais impactadas serão aquelas alicerçadas em competências técnicas. Está provado que as máquinas já são e serão ainda mais eficazes do que nós para executar funções meramente ou preponderantemente técnicas.

Nas relações de trabalho deste futuro que já começou, as competências técnicas serão importantes mais no sentido da interpretação de dados do que na realização de tarefas. Porque estas ficarão integralmente à cargo de alguma máquina ou plataforma digital.

Para ficar em apenas um exemplo, hoje milhares de pessoas ganham a vida como motoristas ou operadores de máquinas. Com as tecnologias para veículos autônomos, ninguém tem dúvida de que estas funções deixarão de serem dominadas por pessoas. A dúvida é apenas de quando isto acontecerá em larga escala.

Diante deste cenário, quais serão as competências fundamentais do profissional do futuro. Do ponto de vista da gestão da influência, são duas: inteligência social e autodesenvolvimento.

O profissional do futuro substituirá o alto conhecimento técnico pela capacidade de construir relacionamentos e gerar conexões entre outros humanos. Neste contexto de inteligência social como forma de gestão da influência, os especialistas em assuntos complexos darão lugar ao craque em fazer perguntas interessantes.

Além da inteligência social, o profissional do futuro será o sujeito com disciplina para continuar aprendendo por toda a vida. Alguém capaz de, conscientemente, substituir conteúdos inúteis por informações que irão realmente fazer diferença do ponto de vista de novos aprendizados.

Neste sentido, a mundo da evolução tecnológica continuará esperando dos humanos alta capacidade de processar emoções e sentimentos bem como saber se comunicar de forma eficaz. Sim, não há indicação de que a inteligência artificial será capaz de substituir as pessoas quando a demanda envolve emoções e sentimentos.

Portanto, realmente muitos de nós corremos o risco de nos tornarmos obsoletos à nova ordem econômica caso insistamos em olhar o mundo como gostaríamos que ele fosse e não como ele é.

A boa notícia é que, ao nascermos, temos, de “fábrica”, uma série de acessórios que são e continuarão sendo fundamentais para o desenvolvimento da humanidade. Mesmo em um contexto de evolução tecnológica sem limites, processar emoções, construir relacionamentos e gerar conexões humanas são e serão habilidades essenciais.

A outra boa notícia é que inteligência social e autodesenvolvimento são competências perfeitamente treináveis. Ou seja, mesmo para você que se considera um sujeito introvertido, tecnicamente orientado, é perfeitamente possível desenvolver habilidades e comportamentos alinhados ao perfil do profissional do futuro.

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