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Liderar com foco em agradar ao chefe é fim da linha

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A curta passagem do agora ex-ministro Vélez Rodríguez pelo Governo Federal merece algumas reflexões a propósito da liderança de equipes. Do ponto de vista do líder maior, o presidente Jair Bolsonaro, duas conclusões óbvias. Uma negativa e outra positiva.

O presidente vacilou ao escolher o perfil errado para a função. Erro básico de muitos líderes seja no setor público ou na iniciativa privada. Escolher as pessoas certas para as funções adequadas é provavelmente 50% do trabalho de um bom gestor. Lembrando que não existem pessoas ruins e sim perfiz inadequadas a determinadas funções.

Positivamente, mérito para o presidente por ter sido ágil ao consertar o erro. Ou seja, demitir o ministro e escolher alguém com perfil mais ajustado aos enormes desafios de conduzir uma das principais pastas de qualquer governo, a Educação. Bolsonaro, mostrou humildade ao reconhecer, mesmo que não o tenha feito publicamente, que errou na indicação. O fato é que o dano seria muito maior caso a decisão fosse adiada por mais alguns meses só para o presidente não dar o braço a torcer.

Do ponto de vista do ministro demitido, infelizmente, sobraram apenas pontos a melhorar em termos de exemplo de liderança. Os fatos nestes três meses de trabalho, indicam que Vélez cometeu erros básicos em todas as direções. O principal foi trabalhar com foco no chefe em vez de mirar resultados. Pior, atuou com base em uma análise pessoal do que agradaria ou não o presidente. A gota d´água foi a declaração de que os livros didáticos poderiam rever a versão atual sobre 1964. Irritou a todos. Do presidente à porção militar que ocupa altos cargos no atual Governo Federal.

O caso em questão, portanto, mostra que para ser um líder eficaz, antes de tudo, temos que fazer o básico. Se erramos o perfil adequado à função, as demais iniciativas para da liderança ficarão, necessariamente, comprometidas. Da mesma forma, não há sustentabilidade em quem gerencia com o olhar voltado ao que possa agradar o chefe. Cedo ou tarde essa estratégia se mostra autodestrutiva porque todo chefe também é medido por resultados.

Sem contar que um líder que prioriza o que imagina ser o desejo do superior imediato, via de regra, perde a conexão com a equipe. E, não há dúvidas, sem o engajamento do time não há futuro próspero para nenhum tipo de liderança. Nem mesmo em regimes de exceção.

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