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Mais do mesmo graças ao PSDB e ao PT

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Entramos em julho com as mesmas perspectivas dos últimos meses, no que se refere às eleições presidenciais. Os dois principais partidos políticos do Brasil continuam apostando as fichas em alternativas conservadoras descoladas do desejo do eleitor. Ou seja, sem perspectiva para um cenário de mudança, se depender das principais forças partidárias.

O PSDB, ao que tudo indica, irá insistir na candidatura do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Do ponto de vista eleitoral, claramente não é o melhor caminho. O tucano não decolando nas pesquisas. Além disso, por mais que tenha competência técnica e experiência administrativa, seria a garantia de que a Lava Jato se manteria como a principal pauta nacional, em caso de uma improvável vitória peessedebista.

O PT, faz ainda pior. Bate o pé para ter o ex-presidente Lula como alternativa única, mesmo com o petista estando preso e com chances remotas de ter a candidatura reconhecida pela Justiça Eleitoral. Ao que parece, os petistas estão mais interessados em tirar a legitimidade do pleito tentando carimbá-lo como um “segundo” golpe. Ou seja, uma estratégia para, mesmo perdendo, manter o clima de guerra de torcidas para o próximo governo, seja ele qual for.

Por essa profunda falta de criatividade partidária e total desesperança por parte dos eleitores, é que o índice de indecisos e declarantes pelo voto nulo ou branco é altíssimo mesmo há menos de três meses da votação em primeiro turno.

O cronômetro gira rápido e o tempo para um ajuste drástico na estratégia está no limite da responsabilidade. Por consequência, o risco do radicalismo político ou de uma aventura por meio de um salvador da pátria é são bem reais.

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