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Redes sociais: ferramenta de comunicação, não de gestão

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O contato direto com a opinião pública é fundamental na estratégia de gestão da influência. Neste sentido, as redes sociais, onde é possível atingir milhões de seguidores são, sem dúvida, ferramentas poderosíssimas em gestão da influência.

Os presidentes Donald Trump e, agora, o brasileiro Jair Bolsonaro são exemplos de uso competente destes recursos no sentido de depender cada vez menos das mídias convencionais, geralmente mais críticas aos governos de qualquer ideologia. O fazem muito bem, pegando este atalho para acessar o eleitor.

O risco, no entanto, é ceder à tentação de usar este importante recurso além da função original que é o da comunicação rápida, direta e eficaz. No caso do presidente brasileiro, passar a usar a conta no twitter como ferramenta de gestão ao ponto, por exemplo, de praticamente demitir um ministro de Estado via redes sociais ao compartilhar uma crítica do filho presidencial acusando o tal ministro de mentir.

Nesse caso, há dois pontos de atenção, do ponto de vista da gestão da influência, o primeiro é a mensagem de que ninguém está seguro, caso caia em desgraça para qualquer um dos filhos presidenciais. Segundo, que o presidente, no uso do recurso comunicacional digital, passe a passar mensagens dúbias expondo inclusive integrantes da alta cúpula governamental. Enquanto o alvo for ministros de menor importância, sem maiores consequências.

Mas, nos dois casos, a postura de Jair Bolsonaro tem potencial para agradar o eleitorado usuário das redes sociais, a maioria já partidária do presidente, mas deixa inseguros outros eleitores importantes qual sejam os 513 deputados federais e 81 senadores que irão, ou não, aprovar as reformas tão necessárias para o Brasil. Afinal, quem compete com o apresso de um pai por sua prole.

A dica para Jair Bolsonaro, do ponto de vista da gestão da influência, é continuar seguindo o exemplo de Trump que usava um tom, durante a campanha eleitoral, e outro, bem diferente, no exercício do poder.

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